Ellen White Era Contra a Bateria?



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Não admira que alguns blogueiros se encontrem extremamente irados com o artigo "Ellen White Era Contra a Bateria?"

O artigo, através de uma pesquisa histórica e isenta nos escritos de Ellen White e dos arquivos Adventistas (Adventist Archives), desmonta um dos argumentos preferidos contra a percussão: descontextualizar um passagem de Ellen White para condenar a bateria.


(Clique aqui para ver a respostas às inverdades sobre o artigo propagadas por Gilberto Theiss).

O artigo é baseado em interpretações de historiadores adventistas, inclusive Arthur White, neto e biógrafo de Ellen White.

Veja o que alguns pastores e teólogos têm dito sobre o artigo:

"Gostei muito do artigo, principalmente da parte histórica." Pr. Sérgio S.

"Bem embasado, com fundamento." Pr. Marcelo G.

"Esse artigo caiu do céu, estou tendo bastante problemas com o extremismo na música na minha igreja." Pr. Antônio C.

"Excelente! Creio que os pastores precisam ser educados neste assunto." Pr. G. Santos
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Infelizmente, por ser um artigo técnico e incluir muitas notas de rodapé, não é possível inclui-lo aqui no blog diretamente. (Quem sabe vamos incluí-lo em breve.)


Recomendo o material em PDF que pode ser facilmente impresso e compartilhado. Clique aqui. (Requer Adobe Reader)

Aqui vão alguns pontos chaves do artigo:

"Note que a resistência em se aceitar certos instrumentos no culto da igreja Adventista não é nova. Desde os primórdios do movimento até 1877, o canto congregacional era feito a cappella. Em 1877 Tiago White e John Loughborough experimentaram resistência quando tentaram incluir um órgão numa campal na Califórnia." (p. 5)

"Infelizmente algumas citações do Espírito de Profecia têm passado tantas vezes pela “moenda” de uma certa interpretação que esta se torna estabelecida ou tradicional, como no caso da música e da percussão, cujas interpretações extremas, baseadas nas mais tênues implicações do que Ellen White escreveu, têm-se tornado a única alternativa para muitos e causado “perplexidade” na igreja." (p. 13)

"Considerando-se a riqueza e variedade dos escritos de Ellen White, tambores recebem pouquíssima atenção. O problema não é o instrumento em si mas o estilo em que é tocado e a falsa doutrina e emocionalismo que acompanham o seu uso." (p. 5)


"Se a percussão fosse incompatível com a música sacra, era de se esperar que ela articulasse sua posição inequivocamente e em termos típicos como: “Foi me mostrado que os tambores e tamborins são ofensivos a Deus e não devem ser usados em seu culto e na música do Senhor.” Mas tal citação não existe." (p. 6)

"Um estudo minucioso da visão de música nos escritos de Ellen White não revela nenhuma preferência por técnicas de composição melódica, ritmo, estilo ou instrumentos da música aceitável, se erudita do período Barroco, Clássico ou Romântico ou mesmo contemporâneo." (p. 8)

"Condenar a percussão por causa do seu uso na música popular contemporânea (fazendo-se assim necessário separar-se do “mundo”) ignora o fato de que a percussão é usada profusamente na música sacra erudita como o Aleluia de Händel." (p. 8)

"Outros argumentos citam a resposta de plantas à música rock, a percussão sendo usada em rituais satânicos ou a influência do ritmo em alterar batimentos cardíacos, entre muitos outros. Mas plantas não são gente e os batimentos cardíacos se alteram constantemente durante o dia quando levantamos, sentamos, corremos, dormimos, e até mesmo quando ouvimos música clássica. Condenar a percussão porque é usada em rituais satânicos, xamânicos etc., é equivalente a condenar o uso da TV para evangelismo porque ela é usada secularmente para promover a violência e a pornografia. Afinal, ninguém está usando a percussão na música cristã para promover possessões demoníacas. Também problemático é o repúdio do estilo de vida de roqueiros e músicos seculares para demonizar a bateria e percussão. O fato é que, com poucas exceções, os compositores da música erudita dos séculos 17-20, que é tida como única aceitável na adoração hoje por muitos, tiveram vida desregrada, espiritualística e promíscua também. Parece que há grande necessidade de repensar as implicações dos argumentos usados contra a percussão." (p. 8)

"Na perspectiva de Ellen White, “imediatamente antes do fim da graça” incluía os fanatismos passados do Adventismo bem como o movimento da Carne Santa e não algo num futuro distante, como nos nossos dias. Afinal, a advertência de que isso ocorreria no tempo do fim precisava ecoar no coração dos ouvintes no contexto imediato de 1901." (p. 10)

"A interpretação corrente da expressão “a história se repetirá” implica que os tambores da música e a heresia da Carne Santa vão se repetir a qualquer custo na igreja adventista, a despeito do repúdio desses desde 1900. Tal interpretação acaba colocando a “bateria” como elemento fundamental da escatologia adventista, o que é em si, uma heresia." (p. 11)

"Atualmente, apesar do zelo de alguns em condenar qualquer nova dinâmica no culto adventista como suspeita, não há evidências de que o fanatismo e excessos do culto da Carne Santa estejam sendo reintroduzidos na igreja Adventista meramente pelo uso da bateria, percussão, guitarra elétrica, contrabaixo ou música adventista contemporânea." (p. 12)

"Nunca foi intenção de Ellen White que sua mensagem para a Carne Santa fosse usada para apoiar aplicações extremas, como a proibição generalizada de instrumentos de percussão na música adventista ou o culto formal. Ellen White nunca apoiou interpretações extremas de seus escritos em nenhum assunto." (p. 12)


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