O Salmo 150 é a verdadeira pedra de tropeço para aqueles que querem controlar com mãos de ferro a adoração.Aqui vai ele, em sua simplicidade nua e crua:
1
Louvai ao Senhor! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder!
2
Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza!
3
Louvai-o ao som de trombeta; louvai-o com saltério e com harpa!
4
Louvai-o com adufe e com danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flauta!
5
Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes!
6
Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor.
Louvai ao Senhor!
Louvai ao Senhor! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder!
2
Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza!
3
Louvai-o ao som de trombeta; louvai-o com saltério e com harpa!
4
Louvai-o com adufe e com danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flauta!
5
Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes!
6
Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor.
Louvai ao Senhor!
Suas referências inegáveis a instrumentos de sopro, cordas e percussão e até à dança são tão específicas e concretas que descartá-las como simplesmente poéticas ou não-literais é agredir o texto.
A lista abrange instrumentos de cordas, sopro e percussão. Em vista disso, como poderemos aceitar um instrumento em detrimento de outro sem ferir o texto? Como podemos chamar o adufe ou o címbalo do Salmista de "Baal-teria"?
Esse conceito de "Baal-teria" é bastande difundido por Daniel Spencer em suas palestras sobre música e fim dos tempos. Infelizmente, sua abordagem causa mais problemas do que resolve. Ela não passa da velha controvérsia entre tradicionais e progressistas em questão de música que ele reacende, com os mesmo velhos e surrados argumentos. O artigo abaixo toca um pouco na sua abordagem problemática.
Em certo blog adventista sobre música e adoração, os autores, que rejeitam a percussão como "Baal-teria" quiseram relegar esse Salmo a um mero Salmo poético, alegórico, não literal. Infelizmente esse entendimento é estranho à intenção do Salmista. Não há um estudioso da Bíblia que entenda esse Salmo como alegórico.
Vejamos a interpretação do autor do artigo sobre a intenção do Salmo:
"O grande ensino de todo o livro de Salmos é que devemos encher nossa vida de louvores. Louvar ao SENHOR deveria ser algo praticado em toda a nossa vida."
Essa interpretação não é a intenção do Salmista visto que ele menciona instrumentos por tipo (sopro, corda, percussão) e por nome em particular. Essa inclusão detalhada nos mostra a intenção do autor de que cada instrumento em seus grupos e em sua particularidade, sejam usados no louvor a Deus.
Por outro lado se ele quer des-literalizar de maneira absoluta, então o Salmo todo deve ser não-literal. O "Louvem a Deus" precisa ser entendido de maneira alegórica, poética, sem louvor audível ou sonoro. Ele não pode escolher o que é e o que não é literal a seu bel-prazer, por conveniência.
E ainda pergunto: Como podem instrumentos musicais ser entendidos não-literalmente? Se ele fala para usar a harpa pra louvar a Deus, como posso entender isso de maneira não-literal? É impossível, a referência é concreta.
Imagine Davi organizando a música do templo e escolhendo músicos que tocassem instrumentos não-literais: uma harpa imaginária, um címbalo abstrato, uma flauta de fantasia.
O convite a adorar a Deus como sonidos diversos e até com dança é tao direto e simples que tem sido difícil aos tradicionalistas aceitar que esses instrumentos podem e devem ser introduzidos na adoração adventista.
É triste que o louvor a Deus espontâneo e vivo que poderia estar sendo oferecido em nossas Igrejas venha sendo atravancado com opiniões pessoais, leituras tendenciosas do Espírito de Profecia e da Bíblia e principalmente, por implicâncias comportamentais.
