Já faz algum tempo, o irmão Daniel Spencer, missionário português independente, tem causado bastante alvoroço com suas palestras nas igrejas do Brasil e exterior. Não é de admirar, o adventista é naturalmente atraído a teorias de conspiração e sensacionalismo quando se refere ao fim. Nossa ênfase aos eventos finais acaba gerando um subproduto de medo e alarme.
Dedicação aos esportes como prática da Nova Era. Praticar esportes agora virou submissão a Lúcifer!? Ele menciona que o Basquetebol refere-se a rituais espiritualísticos por representar a fertilização da Lua (cesta) pelo Sol (bola).
Posso até ver muito ancião por aí mandando parar a bola no sábado a noite por causa de idéias extremistas como essas.
O Manual da IASD é inspirado. O irmão Spencer parece inferir que o Manual da Igreja é inspirado e o equipara à revelação em suas palestras. Está aí mais uma prova de que suas idéias são comprometidas com uma preocupação em controlar e regulamentar comportamentos através da política do alarme quanto ao tempo do fim. Não é por aí, afinal, o Manual são meras sugestões, cabendo ao Espírito a guia da Igreja em situações diversas.
"Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo." (Mensagens Escolhidas, v.2, p. 36)
O que ela está descrevendo de maneira nenhuma se refere ao mero uso de baterias no louvor na Igreja Adventista. O que ela viu é o que já ocorre em certos cultos pentecostais onde o ruído é usado para criar um êxtase em que as pessoas gritam, há bagunça, estardalhaço e "dança", o que na verdades são expressões corporais desvirtuadas e gritantes. Veja que movimento no louvor é benéfico e deve ser estimulado, como levantar as mãos, bater palmas (Salmo 47) e balançar os braços. Isso tudo faz parte da expressão total do corpo na adoração, um louvor genuíno e espontâneo.
Esse argumento de que bateria é do diabo é tão surrado quanto dizer que quem usa barba é terrorista. Vale ressaltar que Davi sugeriu que todos os instrumentos sejam usados no louvor a Deus (Salmo 150). Talvez seria a hora de revisar o Manual da Igreja onde se lê que instrumentos usados no Jazz não são próprios para a adoração.
Spencer também protesta o fato de que a bateria é usada para sincopar ritmos ou enfatizar o segundo tempo de um compasso. Essa reserva contra o uso da bateria é completamente inócua. E daí se o terceiro tempo é enfatizado e não o primeiro? Quem criou a regra de que um tempo do compasso é mais santo do que o outro?
Lembre-se que a síncope é usada em toda a música erudita, sem protesto algum dos tradicionalistas. Porém, o hino Brilha Jesus se torna anátema porque é composição nova.
Gostaria de analisar a minha impressão daspalestras do irmão Spencer. Elas podem desviar os ouvintes do sentido real das profecias e eventos finais.
Cristo não é o centro da mensagem. Em uma palestra de 2 horas, o irmão Spencer mencionou muito pouco a centralidade de Cristo nos eventos finais. Sua ênfase foi carregada nos enganos de Satanás, Nova Era, malabarismos numerológicos e alarme. Por essa razão, Satanás parece ser o centro de sua mensagem.
Ao conversar com um amigo bastante devoto aos ensinos de Spencer, notei uma preocupação exagerada com os enganos de Satanás. Tudo o que ele falava era sobre Satanás. Será essa uma característica dos seguidores de Spencer?
Ao conversar com um amigo bastante devoto aos ensinos de Spencer, notei uma preocupação exagerada com os enganos de Satanás. Tudo o que ele falava era sobre Satanás. Será essa uma característica dos seguidores de Spencer?
Numerologia exagerada. Me pareceram bastante remotos e exagerados os paralelos que ele traçou entre números, datas e o fim. Por exemplo, ele fala que 11 de Setembro é o início da nova ordem mundial porque 6 é o número de homem e o 9 é o seis invertido (!). Já o número 11 refere-se a duas pontas do pentagrama satânico expressado pelas formas ^ ^. Nessa mesma veia, a marca Volkswagen, representada por 3 ^ (VW) torna-se cúmplice dos enganos satânicos no tempo do fim. Outras marcas automobilísticas também são mencionadas.
Parece que na intenção de traçar esses paralelos e "apressar a vinda", o irmão acaba perdendo o bom senso.
Dedicação aos esportes como prática da Nova Era. Praticar esportes agora virou submissão a Lúcifer!? Ele menciona que o Basquetebol refere-se a rituais espiritualísticos por representar a fertilização da Lua (cesta) pelo Sol (bola).
Posso até ver muito ancião por aí mandando parar a bola no sábado a noite por causa de idéias extremistas como essas.
O Manual da IASD é inspirado. O irmão Spencer parece inferir que o Manual da Igreja é inspirado e o equipara à revelação em suas palestras. Está aí mais uma prova de que suas idéias são comprometidas com uma preocupação em controlar e regulamentar comportamentos através da política do alarme quanto ao tempo do fim. Não é por aí, afinal, o Manual são meras sugestões, cabendo ao Espírito a guia da Igreja em situações diversas.
Baterias na Igreja como sinal do fim. O irmão Spencer cita Ellen White que menciona tambores sendo usados para criar experiências espiritualistas no tempo do fim. Leiamos o que EGWhite diz precisamente:
"Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo." (Mensagens Escolhidas, v.2, p. 36)
O que ela está descrevendo de maneira nenhuma se refere ao mero uso de baterias no louvor na Igreja Adventista. O que ela viu é o que já ocorre em certos cultos pentecostais onde o ruído é usado para criar um êxtase em que as pessoas gritam, há bagunça, estardalhaço e "dança", o que na verdades são expressões corporais desvirtuadas e gritantes. Veja que movimento no louvor é benéfico e deve ser estimulado, como levantar as mãos, bater palmas (Salmo 47) e balançar os braços. Isso tudo faz parte da expressão total do corpo na adoração, um louvor genuíno e espontâneo.
Esse argumento de que bateria é do diabo é tão surrado quanto dizer que quem usa barba é terrorista. Vale ressaltar que Davi sugeriu que todos os instrumentos sejam usados no louvor a Deus (Salmo 150). Talvez seria a hora de revisar o Manual da Igreja onde se lê que instrumentos usados no Jazz não são próprios para a adoração.
Spencer também protesta o fato de que a bateria é usada para sincopar ritmos ou enfatizar o segundo tempo de um compasso. Essa reserva contra o uso da bateria é completamente inócua. E daí se o terceiro tempo é enfatizado e não o primeiro? Quem criou a regra de que um tempo do compasso é mais santo do que o outro?
Lembre-se que a síncope é usada em toda a música erudita, sem protesto algum dos tradicionalistas. Porém, o hino Brilha Jesus se torna anátema porque é composição nova.
Tendências perfeccionistas. Uma ênfase exagerada em entender exatamente o que vai acontecer a cada passo do fim tende a cair no perfeccionismo, porque essa abordagem enfatiza o que EU devo fazer para ser salvo e não o que DEUS fará para me salvar. Embora tenhamos uma visão bem clara do que acontecerá no fim, não temos TODOS os detalhes. O historicismo deixa algumas lacunas no entendimento da profecia, até porque Deus não revelou tim-tim por tim-tim como tudo vai acontecer. A única profecia não condicional é a segunda vinda, como vamos chegar lá, Deus pode adaptar.
Tenho que me preocupar mais em desenvolver um relacionamento com Cristo, um desejo intenso de estar na Sua presença e com certeza estarei salvo.
Essas são algumas das idéias notáveis de Daniel Spencer, com certeza haverá muitas outras a serem discutidas. Que a Igreja estude mais o que já foi revelado em vez de se deixar levar por todo vento de doutrina, mesmo que esses ventos sejam bem intencionados e surjam até mesmo de dentro da Igreja.
"Não somos salvos pelo QUANTO conhecemos e sim por QUEM conhecemos."
Tenho que me preocupar mais em desenvolver um relacionamento com Cristo, um desejo intenso de estar na Sua presença e com certeza estarei salvo.
Essas são algumas das idéias notáveis de Daniel Spencer, com certeza haverá muitas outras a serem discutidas. Que a Igreja estude mais o que já foi revelado em vez de se deixar levar por todo vento de doutrina, mesmo que esses ventos sejam bem intencionados e surjam até mesmo de dentro da Igreja.
"Não somos salvos pelo QUANTO conhecemos e sim por QUEM conhecemos."
